- REDUÇÃO DA POBREZA X DEPENDÊNCIA ESTRUTURAL
21/09/2026 – A reportagem do Folha Popular apurou no portal “aplicacoes.cidadania.gov.br” o montante de aplicações feitas por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social no mês de agosto às pessoas cadastradas nos programas sociais do Governo Federal.
Os dados revelam, por tipo, os repasses para beneficiários do Renda Cidadania (BRC), destinado a todas as famílias no programa Bolsa Família, Benefícios Complementares (BC), destinado às famílias cuja soma dos valores relativos aos benefícios financeiros seja inferior a R$ 600 e Benefícios Primeira Infância (BPI), no valor de R$ 150 por criança com idade entre 0 e 7 incompletos.
Chama atenção que cidades menores chegam a ter quase a metade da população em programas sociais do Governo Federal, como é o caso de Itambé do Mato Dentro, com 2.142 habitantes, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e 975 pessoas assistidas, cerca de 45% dos itambeenses. Por tipo de auxílio, são 650 pessoas recebendo o Benefício de Renda de Cidadania, outras 284 com benefícios complementares e 60 crianças de 0 a 7 anos com acesso ao Benefício da Primeira Infância.

Por outro lado, Itabira, com pouco mais de 118 mil habitantes, são 11.580 pessoas recebendo o Benefício de Renda de Cidadania, outros 4.030 benefícios complementares e 2.149 crianças com acesso ao Benefício da Primeira Infância. No total, são 17.759 pessoas sendo alimentadas por meio dos programas do Governo Federal, cerca de 10% da população.
Vantagens dos benefícios sociais
Os auxílios fornecidos pelos governos têm como vantagem a redução da pobreza ao garantir acesso mínimo a itens essenciais como alimentação, moradia e saúde para famílias em extrema vulnerabilidade. Há também um leve estímulo na economia das cidades, com o dinheiro sendo aplicado em compra de bens de consumo básicos. Assistentes sociais também apontam a inclusão e dignidade ao promover a cidadania e proteção de grupos específicos, como idosos, crianças e pessoas com deficiência.
Desvantagens dos benefícios sociais
Na outra ponta, aparecem as desvantagens, como a pressão fiscal, gerada pelo alto volume de recursos públicos necessários para manter os programas, o que pode comprometer investimentos em outras áreas do governo e o impacto inflacionário, pois a injeção de grande volume de recursos sem o devido respaldo na produção pressiona a inflação e as taxas de juros. Por último, os auxílios, na maioria dos casos, geram dependência estrutural com o uso contínuo da assistência sem políticas efetivas de inclusão produtiva em vez de promover a autonomia financeira.
Matéria publicada na edição 864 do Folha Popular









