Foto do complexo Cauê – Nova projeção foi divulgada nesta sexta-feira (27)
28/03/2026 – O fim da vida útil das minas de minério em Itabira passa agora de 2041 para 2053, mais 27 anos [12 anos a mais em relação a primeira projeção].
A nova data foi divulgada pela Vale nesta sexta-feira (27) em relatório anual exigido para companhias listadas na bolsa dos Estados Unidos.
A continuidade das operações até 2053, no entanto, depende da obtenção de licenças ambientais para novos projetos, que ainda serão apresentados aos órgãos competentes.
Segundo a empresa, a extensão resulta de avanços em pesquisas geológicas, melhorias no processamento mineral e adoção de tecnologias que permitem maior aproveitamento dos recursos.
A atualização também reflete o aumento das reservas minerais. O volume estimado passou de cerca de 760 milhões de toneladas, em 2024, para aproximadamente 1,15 bilhão de toneladas em 2025 — crescimento de 52%.
Parte desse avanço está ligada à incorporação de materiais antes considerados inviáveis, como o itabirito dolomítico, que passou a ser aproveitado com a evolução das tecnologias de beneficiamento.
Apesar da ampliação do prazo, a Vale informou que não prevê aumento no volume de produção anual. “Isso nos permitirá manter a atividade mineral por mais tempo, promovendo uma mineração mais eficiente e sustentável”, disse o diretor operacional do Complexo de Itabira, Diogo Monteiro.
A empresa destacou ainda iniciativas voltadas à chamada mineração circular, com reaproveitamento de materiais e redução de rejeitos. Em 2025, cerca de 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro produzidas em Itabira tiveram origem em fontes reaproveitadas.
De acordo com o vice-presidente técnico da Vale, Rafael Bittar, a operação em Itabira segue como estratégica para o portfólio da empresa. “Embora exista uma previsão formal de horizonte operacional, esses números são dinâmicos e trabalhamos para permanecer no município pelas próximas décadas”, afirmou.
- Com informações do jornal O Tempo









