Fim do “pátio bolha”: articulação da Prefeitura de Barão contribui para desfecho do empreendimento

Após anos de reivindicações da comunidade, área que gerava poeira, ruídos e riscos à saúde é desmobilizada

24/07/2026 – Com interlocução do governo de Barão de Cocais, uma demanda antiga da comunidade é solucionada. A empresa GSM Mineração realiza a retirada das estruturas do pátio de transbordo de minério, conhecido popularmente como “pátio bolha”, no bairro Sagrada Família. Moradores do entorno conviviam há anos com os impactos provocados pela operação do pátio, que teve suas operações paralisadas no fim de 2024.

A mineradora pediu o cancelamento do processo de emissão do parecer ambiental para o alvará de funcionamento de 2026. A solicitação se deu em razão da desmobilização do empreendimento e do encerramento das atividades no local.

A Prefeitura teve atuação importante para que a desmobilização fosse concretizada. O atual governo priorizou, desde o último ano, o diálogo entre os envolvidos, em reuniões e tratativas para garantir que os anseios da população fossem atendidos. O assunto foi acompanhado pelo Ministério Público de Minas Gerais.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Leandro Aguiar Rabelo, relembra a atuação da pasta no tema. “Acompanhamos todas as etapas técnicas e ambientais, cobramos posicionamentos e mantivemos canais abertos com a GSM. A retirada dessa estrutura é fruto de um processo contínuo de fiscalização e negociação, conduzido com responsabilidade pelo poder público municipal”, pontua.

Instalado em 2020, o pátio de estocagem e escoamento de minério do bairro Sagrada Família gerou, ao longo dos anos seguintes, uma série de transtornos para os moradores, que se organizaram em comissões e movimentos para denunciar os danos causados pela operação. Entre os principais problemas estavam a emissão constante de poeira de minério; o ruído excessivo provocado pelo tráfego intenso de carretas e pelo funcionamento do pátio; o incômodo com luzes fortes que afetavam o sono; e os riscos à segurança viária, devido ao fluxo de caminhões de grande porte em vias do bairro.

A luta dos moradores mobilizou diversos atores sociais, incluindo o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), com protestos e ações de solidariedade para dar visibilidade ao caso.