Mastologista Victoria Romualdo destaca informação e diagnóstico precoce como aliados no cuidado com a saúde da mulher
07/10/2026 – O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras, quando desconsiderados os tumores de pele não melanoma. Diante desse cenário, o Hospital Católico Nossa Senhora das Dores (HNSD) promove a Jornada Rosa, iniciativa que busca ampliar a conscientização sobre a saúde das mamas e reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Segundo a mastologista do HNSD, Dra. Victoria Romualdo, o diagnóstico de câncer de mama não representa, necessariamente, uma sentença. Quando identificado precocemente, o tumor apresenta excelentes possibilidades de tratamento e, em muitos casos, de cura.
A especialista também destaca que o câncer de mama não é uma doença única. Existem diferentes tipos de tumores, com características biológicas e comportamentos distintos, o que faz com que o tratamento seja definido de forma individualizada.
Cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia, imunoterapia e terapias-alvo podem fazer parte da assistência, de acordo com as necessidades de cada paciente. A atenção aos fatores de risco e às alterações nas mamas também é fundamental. Idade, histórico familiar, predisposição genética, fatores hormonais e reprodutivos e hábitos de vida podem influenciar o risco de desenvolvimento da doença.
Ao mesmo tempo, alterações como novos nódulos, áreas endurecidas, mudanças na pele ou no mamilo e secreção espontânea devem ser avaliadas por um profissional de saúde.
Para a médica, informação e acolhimento caminham juntos durante toda a jornada.
“A própria informação já é uma forma de acolhimento dessas pacientes”, informa Victoria Romualdo, que defende uma assistência multidisciplinar e centrada não apenas na doença, mas na pessoa que está atravessando o tratamento. A Jornada Rosa também busca combater mitos que ainda podem afastar as mulheres do cuidado, como a ideia de que a ausência de histórico familiar elimina o risco ou de que a biópsia provoca a disseminação do câncer. A orientação é manter os exames de rastreamento indicados para cada perfil, conhecer o próprio corpo e procurar avaliação diante de qualquer alteração.









