Relatório apresenta rombo de quase R$ 600 mil aos cofres públicos
Ex-prefeito disse que a ação não passa de perseguição política
17/04/2026 – Os vereadores Fellipe Neves Soares de Matos (PSDB), Geraldina Aparecida Dias (PDT), Waldireny Rufino de Sá (Mobiliza), Érika de Oliveira Santos (PSDB) e Moises Ribeiro Gonçalves (Mobiliza) votaram contra o relatório da auditoria que aponta possível superfaturamento em duas obras realizadas no último ano do governo do ex-prefeito Juca Matos (PDT), que esteve a frente da Prefeitura de Morro do Pilar nos mandatos de 2017/2020 e 2021/2024.
Estes parlamentares votaram contra a auditoria usando como argumento o parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), pela aprovação das contas, órgão que apenas aprecia a aplicação de recursos através de sistema eletrônico, sem fiscalizações no lugar.

O encontro que apreciou o relatório e as contas do ex-prefeito aconteceu na noite desta quinta-feira (16), em sessão extraordinária, convocada devido a prazos
Conforme o relatório apresentado aos vereadores, assinado pelo engenheiro Roberto Keller Carvalho Gonçalves, contratado pela Prefeitura, a gestão do ex-prefeito pagou para a obra do guarda-corpo em concreto armado na ponte localizada no rio Preto, sentido a Santo Antônio do Rio Abaixo, cerca de R$ 300 mil, contudo, o mesmo serviço poderia ter sido feito por cerca de R$ 80 mil, aponta o levantamento.
Outra obra é da reforma inacabada no complexo esportivo Zanine Junior, envolvendo reforma do vestiário, construção de portais de acesso e muro de arrimo, com custo total de R$ 1.029 milhão mas, teria um valor real de aproximadamente R$ 670 mil, conforme aferiu a auditoria.
Os dois serviços apresentam um rombo de quase R$ 600 mil aos cofres públicos.
Outra informação é de que o ex-prefeito Juca Matos não protocolou defesa no prazo e quando o fez, na última segunda-feira (13), não apresentou argumentos plausíveis.
Conforme o presidente da Câmara, Ademir de Oliveira Vieira (PSD), como as contas de 2024 do ex-prefeito foram aprovadas pela maioria (placar de 5 a 4), mesmo com uma auditoria robusta em mãos, o caminho natural é enviar todo o processo para o Ministério Público Estadual, que fará as devidas apurações.

Os vereadores que votaram pela reprovação das contas de 2024, devido a auditoria que apontou obras superfaturadas, foram: Leandro Chaves de Andrade (PSD), Ademir de Oliveira Vieira (PSD), Cristiano Teixeira Ribeiro (Solidariedade) e Lúcio Cândido Lage (PDT).
Veja o que disse o ex-prefeito
Em resposta a solicitação da reportagem do Folha Popular, o ex-prefeito Juca Matos informou que a ação não passa de perseguição política.
“Em relação às contas aprovadas, a Câmera foi bem objetiva e olhou que não houve subfaturamento, e sim uma perseguição política da nova gestão, tanto da Prefeitura como da direção da Câmara. Outro ponto é que, quando eles mostram algumas coisas em vídeo, eles falam por parte e nós queremos a verdade, o fato completo. Se for necessário, vamos buscar por isso na Justiça.
Já as duas obras apontadas, elas foram feitas por licitação, seguiu todas as normas, inclusive teve como parâmetro planilhas da SEINFRA [Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais], e tudo isso é apenas questão política de uma nova gestão que não faz nada para o Município.
E nós pedimos também para que seja contratado um engenheiro imparcial para refazer tais avaliações e não engenheiro que trabalha para a Prefeitura. Por fim, deixar claro que as duas obras tiveram valores inferiores ao valor licitado”, disse Juca Matos.









