Vereadora apresenta projeto de Equoterapia em Santa Maria de Itabira

“Através desta iniciativa, vamos promover mais qualidade de vida a estas pessoas”, diz a vereadora Fafá

REABILITAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

24/03/2025 – Está tramitando na Câmara de Santa Maria de Itabira o projeto de lei que institui o Programa de Equoterapia. De autoria da vereadora Fabiane Procópio Viana Duarte “Fafá de Valmir” (Republicanos), a proposta regulamenta no município a prática da equoterapia como método de reabilitação da pessoa com deficiência. O projeto, lido em plenário, conta com o aval da vice-prefeita Renata Duarte Tomaz (Republicanos).

Conforme esclarece a autora do projeto em sua justificativa, escrita e protocolada junto com a matéria na Secretaria do Legislativo, a equoterapia é um sistema terapêutico e educacional de reabilitação que utiliza o cavalo em abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação.

É uma técnica que complementa outros tipos de tratamentos, como a terapia ocupacional. Ou seja, é um método terapêutico que se utiliza de cavalos para ajudar na reabilitação de pessoas com algum tipo de deficiência, seja física, seja psicológica ou cognitiva.

A terapia com cavalos tem demonstrado grande eficiência e ótimos resultados nos tratamentos dos praticantes

De acordo com Fabiane Duarte, em Santa Maria de Itabira, são 194 pessoas com deficiência física, segundo dados coletados com os registros de inscrições como na Apae e projetos dos postos de saúde.

“A terapia com cavalos tem demonstrado grande eficiência e grandes resultados nos tratamentos dos praticantes. Foi comprovado que o contato com o animal, e até mesmo o movimento que ele proporciona na montaria, ativa partes sensoriais que talvez outras terapias não atingiram. Então, a motivação é trazer mais uma especialidade de terapia, projetando melhorias no desenvolvimento dos praticantes, ajudando na socialização e trazendo ainda mais a inclusão de deficientes”, esclareceu Fabiane sobre a sua motivação para propor o projeto de lei.

A terapia serve para complementar o tratamento de indivíduos com deficiência ou necessidades especiais, como síndrome de Down, paralisia cerebral, sequelas de derrame, esclerose múltipla, hiperatividade, autismo, crianças muito agitadas ou com dificuldade de concentração, por exemplo. Os animais utilizados (cavalos) devem ser mansos, dóceis e bem treinados, para que o desenvolvimento da pessoa seja estimulado e o tratamento não seja comprometido.

Em Santa Maria de Itabira são 194 pessoas com deficiência física

A prática deverá ser orientada por equipe multiprofissional, constituída por médico, médico-veterinário e uma equipe mínima de atendimento, composta por psicólogo, fisioterapeuta e um profissional de equitação e será gratuita.

No Brasil, o tratamento é normatizado pela Associação Nacional de Equoterapia (Ande-Brasil), entidade assistencial sem fins lucrativos. O método é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Conselho de Fisioterapia Ocupacional (Cofito).

Apesar de o projeto estabelecer o poder executivo Municipal como provedor do curso, o governo também poderá firmar parcerias e ou convênios com centros de equoterapia e com outras instituições públicas ou privadas para manter o programa.

Diz a matéria que a criação do programa de equoterapia representa um avanço significativo na política municipal de inclusão e cuidados com a pessoa com deficiência e necessidades especiais. “Através desta iniciativa, estaremos proporcionando uma opção terapêutica inovadora, eficaz e positiva, que contribuirá para o desenvolvimento integral dessas pessoas, promovendo sua qualidade de vida”.

Pela proposta, a utilização da técnica nesses casos ficará condicionada a parecer favorável em avaliação médica, psicológica e fisioterápica.