Prefeitura recolhe mais de 30kg de caramujo africano em um único bairro de Barão

Secretarias fazem mutirão de combate ao animal

13/03/2026 – A Prefeitura de Barão de Cocais realizou essa semana um mutirão para coleta e eliminação do caramujo africano no bairro Nacional. A atividade envolveu as secretarias municipais de Saúde e Meio Ambiente, em uma área de aproximadamente 4.350 m². O caramujo africano traz riscos à saúde e exige manejo adequado na eliminação.

Segundo as secretarias envolvidas, o mutirão resultou na coleta de mais de 30 quilos do caracol. Na ação realizada na quarta-feira (11), os caramujos foram colocados em recipientes adequados e eliminados por meio de queima segura. A ação também contou com orientação direta aos moradores sobre os riscos da espécie e as formas de manejo.

O trabalho terá continuidade com monitoramento das áreas propícias e novas coletas, principalmente após períodos de chuva.

Como identificar
O caramujo africano é uma espécie exótica e invasora que pode se reproduzir de duas a cinco vezes ao ano, colocando entre 50 e 400 ovos por ciclo reprodutivo. Os ovos são brancos ou amarelados e lembram sementes de mamão.

A concha é marrom-escura com listras esbranquiçadas e pode atingir até 15 centímetros de comprimento. Possui ponta alongada e abertura com borda afiada.

O que fazer ao encontrar
Ao encontrar o animal, a coleta pode ser feita utilizando luvas ou sacos plásticos. Os caramujos devem ser colocados em baldes ou latas metálicas, junto com os ovos, que geralmente ficam semienterrados em locais úmidos, sob folhas ou entulhos.

Conchas e ovos devem ser esmagados com martelo ou pedaço de madeira para evitar o acúmulo de água e a formação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.

Depois da coleta, os animais podem ser colocados em recipiente fechado com solução de água e sal, na proporção de cinco colheres de sopa para cada litro de água, por cerca de três horas. Em seguida, as conchas devem ser quebradas antes do descarte no lixo comum. Outra alternativa é o enterramento em valas entre 80 centímetros e 1,5 metro de profundidade, revestidas com cal virgem e distantes de cisternas, poços ou lençóis freáticos.

Riscos à saúde
Quando infectado por vermes, o molusco pode transmitir doenças como meningite eosinofílica, que afeta as membranas do cérebro, e enterite eosinofílica, que provoca inflamação no intestino.

A contaminação pode ocorrer pelo consumo de frutas, verduras e hortaliças que tiveram contato com o muco do animal ou pelo manuseio sem proteção, caso a pessoa leve as mãos à boca ou aos olhos antes de higienizá-las.

Por isso, é fundamental higienizar bem os alimentos. A recomendação é deixá-los por cerca de 30 minutos em solução preparada com uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água e, depois, enxaguar em água corrente antes do consumo.