Servidores da Prefeitura de Itabira decidem por greve geral nesta sexta-feira (25)

“Tudo que conquistamos no ano passado antes das eleições, está sendo tirado dos servidores aos poucos”, reclamou Auro Gonzaga

ENCONTRO COM SERVIDORES ESTÁ AGENDADO PARA ÀS 18H

24/07/2025 – Após o governo municipal manter a posição de retirada de benefícios e encaminhar para aprovação o PL 111/2025, que modifica os critérios para fornecimento do auxílio-alimentação que passa a ter um limite serial para recebimento, o Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais (Sintsepmi), a pedido dos próprios impactados, publicou uma convocação dos trabalhadores para discutir em assembleia uma proposta de greve geral. O encontro acontece nesta sexta-feira (25), às 18h em frente a Prefeitura, na região central da cidade.

A intenção do sindicato era realizar a assembleia na Câmara Municipal, mas foi informado que haverá um evento na local no mesmo horário. Mas isso não impediu que a entidade mantivesse a programação.

Entretanto, o sindicato ainda está fazendo uma última tentativa. O presidente da entidade, Auro Roberto Gonzaga disse que está buscando um contato com o prefeito Marco Antônio Lage (PSB), na esperança de uma abertura de negociações. O sindicalista reclama das invertidas do governo contra a classe, com a caçada de benefícios e direitos adquiridos, em decisões totalmente unilateral. “Tudo que conquistamos no ano passado antes das eleições, está sendo tirado dos servidores aos poucos”, reclamou Auro Gonzaga durante a reunião de comissões, de segunda-feira (21).

Contudo, antes de bater o martelo para a greve, o sindicalista disse que quer mais uma vez tentar negociar. Além do cartão-alimentação, a intenção é discutir o aumento do plano de saúde e outras pautas de interesse do servidor.

O representante da classe adiantou que eles não querem perder nada, porque já tem um salário apertado. Mas querem a oportunidade de fazer apontamentos para corte que não prejudique diretamente o trabalhador.

Com as últimas medidas adotadas pelo prefeito em nome da contenção de gastos e economia, o prefeito retira o subsídio do plano de saúde, reajustando o valor para o servidor pagar em 33,3%, corta o plano de saúde para salários a partir de R$ 4.517,22 e volta a fazer o pagamento apenas no 5º dia útil de cada mês.