Nota da Prefeitura, justificando as medidas, foi disparada na noite desta segunda-feira (28)
29/07/2025 – Sem mencionar ou explicar uma suposta e silenciosa dívida de R$ 360 milhões, acumulada entre 2024 [mesmo com arrecadação histórica de R$ 1,13 bilhão]; e os primeiros seis meses de 2025, a Prefeitura de Itabira informou na noite desta segunda-feira (28), que prepara para os próximos dias um novo pacote de cortes, como demissões de pessoas em cargos comissionados e redução de secretarias e subsecretarias.
Conforme o governo, os cargos por indicação serão reduzidos em 15% diante um inchaço nos últimos anos que passa dos 70%. Já as desativações de secretarias e subsecretarias, não tiveram os números revelados.
Por outro lado, o governo Marco Antônio Lage garante que as medidas visam a redução de custeio. “Projeções das secretarias municipais de Planejamento e de Fazenda apontam para uma queda de receita que pode chegar a cerca de R$ 300 milhões ao fim de 2025”, diz a nota.
Contradições
A Prefeitura de Itabira informou que “os principais recuos estão na Compensação Financeira por Exploração de Recursos Minerais (Cfem) e no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), as duas maiores fontes de arrecadação do município”. A informação, conforme a Vale, não procede, pois, com a aprovação da anuência para a mineradora ampliar as cavas das minas do Meio e instalar duas novas pilhas para disposição de rejeitos e estéril, feita pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema), no dia 14 de maio, a exploração de minério de ferro em Itabira segue sem alterações até o exaurimento final em 2041. Outro detalhe é que o minério de ferro no mercado externo está custando em média 98 dólares a tonelada, com previsão de alta com a expansão da indústria chinesa, principal cliente da Vale, que autorizou recentemente a construção da hidrelétrica de Motuo, que, com 60.000 megawatts (MW) de capacidade instalada, será a maior do mundo e tem fortes previsões de aquecer o mercado de aço.
Mesmo com as medidas de corte, o governo municipal garante que as mudanças não impactam serviços essenciais e que já se debruça sobre uma nova reforma administrativa, como: redução da frota de veículos, corte do cartão-alimentação do servidor comissionado; revisão dos eventos e comemorações; revisão de todos os convênios e contratos; suspensão temporária de pagamento horas extras; e redução de 30% dos gastos em todas as secretarias além do projeto que tramita na Câmara, que prevê redução de 15% dos salários de todos os comissionados, secretários, prefeito e vice, além da concessão do cartão-alimentação por faixa salarial.









