Delegada Larissa Mascotte contou que o suspeito teria inserido dedos nas partes íntimas da mulher
23/02/2026 – A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu, na sexta-feira (20), o inquérito que apurou a prática de crimes sexuais e indiciou o investigado, um médico generalista de 31 anos, por estrupo e violação sexual mediante fraude. A vítima, uma jovem de 18 anos, denunciou os abusos ocorridos em uma clínica de imagem no bairro Santa Efigênia, região leste de Belo Horizonte. Ao longo da investigação, outra mulher também relatou ter sido abusada pelo médico.
Os trabalhos investigativos, iniciados com a prisão em flagrante do suspeito, no último dia 11 de fevereiro, foram finalizados pela Delegacia Especializada de Combate à Violência Sexual. Na data dos fatos, o médico foi conduzido e ouvido na Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher da capital, tendo a prisão em flagrante ratificada por estupro. A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva do investigado, que foi deferida pelo Poder Judiciário.
Fatos
De acordo com a delegada que coordenou a investigação, Larissa Mascotte, além dos depoimentos de suspeito, vítima e testemunhas, vários elementos de provas foram reunidos, evidenciando a prática dos crimes.
“A vítima relatou que, em razão de dores abdominais, fez exame de imagem do abdômen e durante o procedimento o médico sugeriu um ultrassom transvaginal. No decorrer desse exame complementar, o médico teria inserido dedos nas partes íntimas da mulher, sem utilização de luvas e qualquer explicação prévia a respeito desse procedimento”, informou Mascotte, acrescentando que o suspeito ainda teria exposto o órgão genital para a vítima e cometido atos libidinosos.
A delegada também destacou que depoimentos de testemunhas legitimaram a narrativa da vítima. “Os funcionários do estabelecimento afirmaram não haver comunicação prévia do exame transvaginal pelo médico, que é praxe da clínica quando da necessidade de exame complementar ao originário para registro no sistema e cobrança pelo novo exame”.
Para a polícia, o homem afirmou ter feito o exame dentro dos limites éticos e técnicos do procedimento.
Segundo caso
De acordo com Mascotte, durante a investigação surgiu outra vítima, que teria feito um exame com o médico, na mesma clínica, em dezembro de 2025.
“Essa vítima, de 21 anos, relatou fatos semelhantes ao fazer um exame de imagem transvaginal com o médico, que teria trancado a porta do consultório com os dois sozinhos, fazendo perguntas invasivas de cunho sexual”, finalizou a delegada, ressaltando que os fatos serão apurados em novo inquérito já instaurado.









