- OPINIÃO – Por Ludmar Pereira
21/04/2024 – O que dizer da gestão municipal itabirana? Um governo pachorrento, despreocupado, custoso, perrengue, festeiro, no estilo Lula… cabem tantos adjetivos que alguns donos de rádios, sites e jornalistas estatizados não estão conseguindo defender e pior, nem mesmo o gabinete da verdade da Prefeitura, na versão George Orwell, consegue mais iludir.
O governo Marco Antônio Lage se destaca pelas narrativas, um bom contador de história. Não tem ações concretas, não é gestor, não é político, não conhece Itabira… Seus hábitos, e costumes, diferem da realidade itabirana, tanto é que prometeu metrô, heliporto, dezenas de obras, e muito pouco ou quase nada vai entregar até 31/12/2024, mesmo manuseando um orçamento de mais de R$ 4 bilhões, o maior da história da cidade, uma pena por passar em mãos de uma ‘gestão’ trôpega, sem ações concretas.
Precisa de provas? Só abrir o Plano de Metas “Itabira Agora”, uma aberração, contos para adormecer crianças, ludibriar e encantar preguiçosos… Ainda tem dificuldade de acreditar? Vão alguns exemplos; na campanha e após a posse prometeu, e registrou, que teria menos gastos com a máquina pública, “pasmem”, tentou recentemente enfiar goela abaixo do itabirano mudanças administrativas na Prefeitura, criando novas secretarias, que significa mais cargos aos amigos e mais gastos para o pagador de impostos. Graças a sensatez da Câmara Municipal, da oposição, a tentativa de empregar mais amigos de fora e gerar mais gastos não deu certo. Contudo, insatisfeito com a derrota, judicializou a causa em favor da criação das secretarias e perdeu novamente. Caberia ao governo, humildemente, pedir desculpas ao itabirano e publicar, mesmo à contragosto, que os vereadores de oposição estavam certos, pois Itabira não pode gastar mais com a máquina pública em um momento que precisa pensar e criar alternativas ao pós-mineração.
Com tantos descalabros, além de duas CPIs em curso na Câmara Municipal para apurar as reais situações da Itaurb e do Saae devido aos inúmeros registros de fornecimento de água suja, o governo míope que tenta vender uma visão de futuro com bordas europeias, não terá altivez em manter o ‘encanto’ seguido da fala mansa, suave, agradável e muito marketing.
O povo itabirano é gigante, conservador e não será iludido com ações de ofício, corriqueiras mesmo, como reformas de praças, construção escadinhas, com direito a grande pompa na inauguração, recapeamento asfáltico (e não obra de asfaltamento que é bem diferente), fantasiosas promessas de metro, heliporto, extensões de avenidas, novos PSFs, reformas de todas as escolas, prédio do ItabiraPrev, conclusão dos três novos prédio da Unifei com 3,5 mil alunos (não vai concluir e não tem dois mil alunos matriculados), reforma das 17 unidades de atenção primária em saúde (UAPSs) e construção de sete novas UAPS, reforma de 18 unidades de esporte e lazer, implementar quatro centros municipais de educação infantil (CMEIs), o Centro do Idoso, para atender até 500 pessoas (na verdade, esqueceu que existe o asilo Lar de Ozanan), construção de novos centros de referência de atenção social (Cras), restruturação da Itaurb além de sanear dívida reconhecida após a eleição, construções de novas estações de tratamento de esgoto no Carmo, Pedreira e Barro Branco além da reforma das estação de tratamento de esgoto (ETAs), restaurar antigo hospital, implantar 20km de ciclovia e dezenas de outras promessas que iludiu, encantou o itabirano que hoje está atento, ou deveria, para não ser tapeado novamente.
- Editor e diretor do jornal Folha Popular e site “ofolhapopular“
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