Entre linhas da edição 837 do Folha Popular

10/08/2025

Corte de benefícios
Em resposta à perda de benefícios, os servidores públicos municipais de Itabira decretaram luto. O governo cortou o cartão-alimentação dos trabalhadores e aumentou o valor do plano de saúde, depois de tentar enrolá-los por mais de uma semana com negociações vazias. O corte refletirá diretamente na condição financeira dos trabalhadores, que dependem dos benefícios como complementação dos salários.

Retaliação
O ataque aos servidores não parou com o corte dos benefícios. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Auro Gonzaga, em vídeo publicado em grupos de WhatsApp, denunciou a exoneração de servidores de carreira de cargos comissionados como retaliação por terem participado dos movimentos de protestos contra os cortes de benefícios.

Economia
Os servidores de carreira exonerados, na verdade, fazem parte de um grupo de 61 comissionados cortados pelo Governo Municipal. A medida, conforme justificativa da administração, atende à necessidade de redução do custeio, devido à queda na arrecadação prevista para 2025.

O prefeito não vai gostar
O vereador Didi do Caldo de Cana (PL) provocou polêmica ao propor uma lei que proíbe a contratação de artistas que façam apologia ao crime e ao consumo de drogas em shows e eventos contratados pelo governo. A mesma lei, apelidada de “anti-Oruam”, está sendo apresentada em câmaras de todo o país pela direita e visa impedir que o governo financie artistas que fazem apologia ao crime com o dinheiro público.

O prefeito não vai gostar II
Na versão itabirana, a lei anti-Oruam vai mais além. Se aprovada, fica proibida também a contratação, com recursos públicos, de shows ao público infanto-juvenil e adulto que contenham, em suas apresentações, apologia também a roubo ou furto, incitação à violência física ou à morte, bem como manifestações com conteúdo sexual explícito, erotização ou nudez.

O prefeito não vai gostar III
Frente à polêmica gerada, durante a reunião de comissões da Câmara, ne segunda-feira (4), Didi defendeu que a lei visa evitar situação semelhante à que aconteceu com a contração de um show da cantora Mac Julia, patrocinado pela Prefeitura, no ano passado. O show aconteceu em plena tarde para um público formado por famílias, com pessoas de todas as idades. Tem gente dizendo que a lei é uma forma de censura à livre expressão.