Vista panorâmica de Itabira: linguagem também era usada por operário da então Itabira Iron para ‘confundir’ os ingleses nos primórdios da mineração
Processo de registro da linguagem como bem imaterial e dossiê para o Iepha será concluído até dezembro deste ano
31/07/2023
A Linguagem de Camaco – língua do macaco – está prestes a se tornar patrimônio histórico e cultural imaterial de Itabira. Com a roda de conversa promovia pela Diretoria de Patrimônio Histórico e Cultural (DPHC) da Prefeitura, no Museu de Itabira, mais uma etapa do dossiê que será enviado para o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) de Minas Gerais foi concluída.
O encontro foi conduzido pela historiadora e mestranda pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Mariana Brescia Cruz, e contou com a participação do pesquisador Geuderson Traspadini; Nandy Xavier, músico; Roberto Quintão, aposentado; e com a equipe da DPHC, Sara Oliveira e Elyza Mendes.Roda de conversa
Esta ação da Diretoria de Patrimônio Histórico e Cultural (DPHC) da Prefeitura de Itabira foi mais uma etapa do levantamento da história e importância da Linguagem de Camaco no município. “Fizemos esse levantamento em formato de roda de conversa, com o auxílio do Museu de Itabira, para propor uma troca de saberes entre alguns itabiranos que carregam essa tradição, relatando sobre origem, motivações da linguagem e até mesmo música em camaco”, ressaltou a diretora Elyza Mendes.
O próximo passo, segundo Elyza Mendes, é finalizar o dossiê com todos os documentos, depoimentos e dados colhidos, comprovando a origem itabirana da Linguagem de Camaco, para enviar ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) de Minas Gerais, órgão responsável pelo reconhecimento do patrimônio histórico e cultural, material e imaterial, do estado.











