‘Reforma de escola no Barreiro não cumpre acordo com MP’, diz vereador

Além dos problemas internos, a área de recreação dos alunos não serve para estacionamento

09/03/2026 – O vereador Luiz Carlos de Souza (MDB) encaminhou ao Ministério Público (MP) reiteração e ampliação de denúncia envolvendo reforma da Escola Municipal Antônio Camilo Alvim (Emaca), localizada no Barreiro, com alunos transferidos provisoriamente para escola no bairro Candidópolis, também com várias irregularidades estruturais.

Ele lembra que houve mudança na direção da unidade escolar, estando atualmente sob responsabilidade de Gircilei da Silva Santos, bem como alteração na gestão da Secretaria Municipal de Educação, com a saída de Edna Carvalho Silva e entrada de Rejane Penna Rodrigues, no início deste ano, fato que não poderia comprometer o acordo assinado com a 1ª Promotoria do Ministério Público, em 30 de outubro de 2025, que determinava cumprimento de metas em relação à reforma da escola no Barreiro, objeto de denúncia de professores, pais de alunos e do vereador.

“Após reuniões com o MP, o Governo Municipal tinha até o dia 10 de fevereiro deste ano para regularizar as pendências estruturais e administrativas da escola do Barreiro. Contudo, estive no local e constatei o reiterado descumprimento das medidas estabelecidas, inclusive com prazos já expirados”, disse o vereador.

Ele apontou que não foi apresentado cronograma atualizado de conclusão da obra, além do descumprimento do acordo de regularizar o transporte escolar dos alunos do turno da tarde, transferidos para unidade provisória no Candidópolis. Além disso, os alunos aguardam o transporte expostos ao sol e na chuva, sem abrigo e muitas vezes sem confirmação se o ônibus comparecerá.

Escola provisória do Candidópolis não oferece condições para receber alunos
Ao se deslocar para a unidade escolar no Candidópolis, onde estão provisoriamente os alunos do Barreiro, Luiz Carlos se deparou novamente com graves problemas estruturais, o que gerou ampliação da denúncia à 1ª Promotoria de Justiça de Itabira, registrada no último dia 25.

Luiz Carlos denunciou que os espaços pedagógicos não estão regularizados, área de recreação com bloquetes soltos, telhas amontoadas, completo desnivelamento, sala de informática sem computadores, biblioteca desorganizada, sala de atendimento aos pais, atualmente improvisada e com mofo, ausência de iluminação adequada, problemas de drenagem e alagamento em períodos de chuva.