Polícia
PRISÕES: Polícia Civil infiltra ‘falsos pescadores’ e prende quadrilha 25/08/2015 às 15:18:49

Processamento da droga era feito em um braço da represa Três Marias, na zona rural de Felixlândia. Mobilidade e isolamento eram as estratégias dos traficantes. Policiais à paisana se passaram por pescadores para monitorar ação

 

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) tirou de circulação a principal quadrilha de refino de cocaína que atuava em Betim. Na manhã desta terça-feira (25/8) 5 suspeitos foram presos em flagrante por porte de drogas e munições. As duas lideranças da organização já estavam presas desde a semana passada.

 

No total, 31 pessoas foram detidas, 7 veículos apreendidos, além de 15 quilos de drogas e munição. Outros 4 suspeitos estão sendo procurados e 3 envolvidos estão mortos possivelmente por desavenças internas na quadrilha.

 

Durante os 6 meses de investigação, cerca de 100 policiais, com apoio de cães farejadores, estiveram envolvidos na ação.  O delegado Regional de Betim, Kleyverson Rezende, coordenou os trabalhos e conta que a quadrilha agia de maneira inusitada há cerca de um ano

 

A pasta base da cocaína vinha de São o Paulo. Parte dos traficantes ficava na zona rural de Felixlândia, região Central do estado. Normalmente, eles fixavam pontos de refino da droga no braço da represa de Três Marias.

 

O lugar é de difícil acesso e o sinal de celular, ruim. Usando gerador de energia conectado na bateria dos carros, a quadrilha fazia todo o processo de refino em carros improvisados como laboratórios. De lá a droga era transportada para Betim, escondida em veículos comuns, sendo depois revendida na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Para levantar informações, agentes se fixaram no local como pescadores para traçar a melhor ação de prisão.

 

A polícia apurou ainda que, apesar do uso de solventes na droga, a quadrilha conseguia a comercialização do produto final como cocaína "pura e a melhor da região", segundo repetiam os envolvidos e os usuários, em conversas registradas por investigadores.

 

Betim registrou nos seis primeiros meses do ano 3.698 crimes e, em julho, a taxa foi de 112 crimes/100 habitantes, segundo dados da Secretaria de Estado de Defesa Social. O delegado Kleyverson considera que essa foi a maior operação contra o tráfico de drogas ocorrida nos últimos tempos e um golpe contra a criminalidade no município.

 

“É uma família com muito poder, que movimentava muito dinheiro e tem membros com envolvimento em outros crimes na cidade”, frisa o delegado, que acredita que a criminalidade tende a cair em Betim e região depois das prisões. Ele alerta que, mesmo assim, as regiões continuam monitoradas.





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