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MORRO DO PILAR: Empresários investem para acompanhar crescimento 31/08/2014 às 22:41:11

A campanha desencadeada pela sociedade pública e civil de Morro do Pilar, em favor da Manabi Mineração e suas empreiteiras, que encontra entraves nas aprovações das licenças ambientais para instalação, ganha um novo aliado; os comerciantes, que também acreditam e defendem o projeto. Prova disso são as reformas, ampliações e vários novos empreendimentos comerciais que a cidade vem recebendo antes mesmo de ter consolidada na cidade a indústria da mineração.

Além da confiança, os comerciantes contam que o objetivo é preparar os negócios para não serem pegos de surpresa com o início das obras de instalação do mineroduto e implantação da usina, que promete aquecer, e muito, a economia do município que, pelas projeções, poderá ter sua população de 3.400 habitantes triplicada. “Não queremos passar pela saia justa como foi com a Anglo, que chegou e provocou um corre-corre desenfreado”, justificam os empresários Whitney Catizani, do restaurante Estrada Real Gourmet e Paulo Henrique de Matos, proprietário da Pousada Vovô Juca, ambas no Centro da cidade.

“Acreditamos no projeto Manabi, principalmente no início das obras de instalações, e por isso estamos nos preparando para atender as necessidades da nova Morro do Pilar”, dizem confiantes os empresários.

Whitney, do Estrada Real Gourmet, que também tem empreendimento alimentício em Santo Antônio do Rio Abaixo, cita, como exemplo, que forneceu cerca de 400 mil refeições durante a passagem da Anglo American e suas empreiteiras, durante a obra de instalação do mineroduto, e que está direcionando antecipadamente as atenções para Morro do Pilar para evitar surpresa. Para isso, ele conta que adquiriu um novo espaço para a filial do restaurante, hoje, em processo de readequação.

“Nós temos aqui no Morro um restaurante, mas para atender a demanda optamos por um novo espaço e consequentemente a oferta de novos produtos e serviços, com foco na comunidade e claro, nas empresas envolvidas no projeto Manabi. Creio que abriremos no mínimo 30 postos de trabalho devido o nosso projeto de uma cozinha industrial e um restaurante com mais opções. Assim que iniciarem o projeto Manabi, já estaremos prontos”, comenta Whitney.

Já o empresário Paulo Henrique de Matos abriu mão de seu supermercado para se dedicar ao setor de hospedagens. Dono de uma pousada com dez suítes, ele contou que as possibilidades de crescimento são reais, por isso migrou exclusivamente para o mercado de locação. “Além da pousada, estamos em fase final de construção de um hotel com 45 apartamentos, investimento que vai gerar emprego e renda e claro, contribuir para suprir a carência em nossa cidade em nível de hospedagens. O que nós queremos é sair na frente”, diz Paulo.

Para investir de forma organizada e com diálogo salutar entre a municipalidade, Prefeitura, órgãos financeiros e a própria Manabi, os empresários dizem que vão discutir com os colegas a importância de uma associação comercial atuante. “Sabemos que para conseguirmos uma aliança empresarial, social e política, necessitamos de uma associação empresarial. Vamos lutar para isso, mas primeiro queremos consolidar nossas empresas”, argumenta Whitney, que finaliza dizendo que o empreendimento passa a ser do povo de Morro do Pilar, que querem uma cidade com mais oportunidades e melhor para se viver.

Passagem da Anglo motiva, mas também alerta

Durante as obras de instalação do mineroduto da Anglo American, por meio da Carmargo Correia, que também passa por Morro do Pilar, a cidade, em especial os comerciantes, sentiram por uma ano e meio a temperatura de uma economia pungente e um dia-a-dia frenético.

Para se ter uma ideia dos bons momentos, o setor imobiliário sofreu tanta influência que o aluguel de uma modesta casa de três quartos era locada facilmente por R$ 2.5 mil mensais e viagens para repor estoque em bares, restaurantes, hotéis, farmácias e postos de combustíveis eram constantes. Por outro lado, o impacto demográfico também acendeu a luz de alerta devido às deficiências nos setores de segurança pública, saúde e destinação do lixo, fato que deverá ser revisto pela Prefeitura da cidade que espera um empreendimento minerário responsável e sustentável.

O projeto Manabi prevê, além da implantação de uma usina de extração e beneficiamento de minério no município, a instalação de mineroduto de Morro do Pilar a Linhares, no Espírito Santo, onde construirá um porto. As obras de instalação necessitam de Licença Prévia, que pode ser concedida ainda neste ano por órgãos ambientais. Já a operação da usina tem previsão de ser iniciada em 2018.





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